Ontem vi uma daquelas videocassetadas de bicicleta e me lembrei das minhas peripécias com a bicicleta. A primeira lembrança que eu tenho remete à cidade de Tobias Barreto, em Sergipe. Foi onde ganhei minha primeira bicicleta. Ah! E era uma legítima Caloi! Tenho lembranças remotas de abrir a caixa e da emoção de ver meu pai montando.
Nessa época, ainda usava as rodinhas. Aliás, para tirar essas rodinhas foi um suplício. A esse tempo, eu já estava em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e todos os meu amigos já não usavam as benditas rodinhas. Eu é que não podia ser a “criança” da turma.
Então, resolvi que tinha que tirá-las! O problema foi que na hora H eu amarelei. Amarelei total, mas meu pai me forçou a aprender a andar de bicicleta. Aos trancos e barrancos, mas aprendi!
O tempo foi passando e aquela bicicleta já não serviria mais. Acabei abandonando essa companheira de aventuras por longos anos até que meu pai (novamente ele) comprou uma bicicleta para ele.
Era início de ano e você sabe como as pessoas ficam audaciosas nessa época. Decidi que voltaria a andar de bicicleta no calçadão da Praia do Futuro, agora já em Fortaleza. Assim, enquanto meu pai corria, lá ia eu andando de bicicleta.
Olha, no começo foi difícil, mas o pior de tudo é que depois piorou! Sério, eu era muito sem noção! Queria andar, mas não sabia frear (não é que tenho mesmo problema com carros?). Fora que queria pedalar em cima da areia fofa! Aí, não dava. Era queda na certa! E quedas monumentais! As manchas ainda ficaram por muito tempo no meu corpo.
Com tantos micos, resolvi dar um tempo nas minhas aventuras ciclísticas. Só voltei a andar de bicicleta anos depois já com o meu grande amor. Aliás, só o amor mesmo pra me fazer andar de bicicleta, porque esta não é mesmo a minha praia! Até que ele tentou me ensinar a andar civilizadamente de bicicleta, mas, coitado, também acabou desistindo após mais algumas quedas e vários quase atropelos.
Quem sabe quando voltarei a encontrar uma bicicleta novamente no meu caminho? Só sei de uma coisa: da próxima vez, vai ter que ter rodinhas!
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